A investigação, conduzida pelo delegado Tiago Fernando Correia, apurou irregularidades no contrato entre a casa de apostas Vai de Bet e o Corinthians, vigente entre janeiro e junho de 2024. Augusto Melo foi indiciado por lavagem de dinheiro, associação criminosa e furto qualificado, junto aos ex-diretores do clube, Marcelo Mariano e Sérgio Moura, além do empresário Alex Cassundé, apontado como intermediário.

Os advogados de defesa de Augusto Melo, Ricardo Hasson Sayeg e Rodrigo Campos Hasson Sayeg, argumentam que a Polícia Civil não poderia julgar o caso, pois a Vai de Bet é administrada pela BETPIX N.V, registrada em Curaçao, uma ilha holandesa no Caribe, com pagamentos em dólares e, portanto, o caso deveria ter sido investigado pela Polícia Federal.

A peça judicial argumenta que as provas coletadas no processo são “elementos vazios, irregulares e direcionados, colhidos por autoridade absolutamente incompetente”, e que a “Polícia Civil do Estado de São Paulo é incompetente para conduzir o inquérito, uma vez que os fatos investigados envolveriam “lavagem de dinheiro com forte componente internacional”, o que atrairia a competência da Polícia Federal e da Justiça Federal.

Nesta quinta-feira (10), o Ministério Público de São Paulo ofereceu uma denúncia à Justiça contra Augusto Melo pelos crimes de lavagem de dinheiro, furto e associação criminosa. Marcelinho Mariano e Sérgio Moura também foram denunciados.

A denúncia foi baseada inteiramente no documento elaborado pela Polícia Civil. Os promotores pedem para que os denunciados paguem R$ 40 milhões de indenização ao clube, além do bloqueio de bens da pessoa física e jurídica citadas na investigação.

Os problemas relatados na relação da Vai de Bet com o Corinthians levaram ao impeachment de Augusto Melo. No dia 26 de maio, o Conselho Deliberativo aprovou por maioria seu afastamento. No dia 9 de agosto, uma nova votação, com os associados, vai determinar se o ex-dirigente sofrerá o impeachment permanente.

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